A partir de 1º de agosto, os consumidores brasileiros sentirão um novo peso no bolso: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, o nível mais alto da escala tarifária. Isso significa que, para cada 100 kWh consumidos, haverá um acréscimo de R$ 7,87 na fatura.

Essa decisão foi tomada devido à queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, o que exige o acionamento de usinas termelétricas — uma fonte de energia mais cara. A bandeira vermelha 2 não era aplicada desde outubro de 2024 e marca o fim de um período de tarifas mais estáveis, que incluíram meses com bandeira verde, sem cobrança extra.
Impacto no bolso
A mudança deve provocar alta direta nas contas de luz, especialmente para residências e pequenos comércios. Para se ter ideia, quem consome cerca de 300 kWh por mês pode pagar R$ 23,61 a mais só em encargos da bandeira.
Dicas para reduzir o consumo e evitar sustos:
Evite o uso de aparelhos elétricos nos horários de pico (das 18h às 21h);
Prefira lâmpadas de LED e equipamentos com selo Procel A de eficiência;
Mantenha o ar-condicionado em temperatura moderada e desligue-o quando não estiver no ambiente;
Tire os aparelhos da tomada quando não estiverem em uso;
Considere investir em energia solar como alternativa de longo prazo.
Repercussão na economia
A alta na tarifa de energia já teve reflexos na inflação: a energia elétrica foi o item com maior impacto no IPCA-15 de julho, com aumento de 3,29% no período.
Resumo das bandeiras tarifárias:
Bandeira Tarifária Período Custo extra por 100 kWh
Bandeira verde Até maio de 2025 R$ 0,00
Bandeira vermelha 1 Junho e julho de 2025 R$ 4,46
Bandeira vermelha 2 A partir de agosto de 2025 R$ 7,87
Fique atento à sua conta de energia e busque hábitos mais sustentáveis para evitar desperdícios. Em tempos de tarifas elevadas, cada economia faz diferença!